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terça-feira, 25 de setembro de 2007

sábado, 22 de setembro de 2007

Cenas Urbanas #2


Suburbia
Fotos Celulares -2007
Celular c/ camera VGA.

Tsunamis

Aos domingos se constroem tsunamis.
Serenos dormem os sapatos em dias
de folga.
Estranho é o relato das letras sobre o
o soneto do silêncio


São frases como estas que
Ela esquece toda noite e lembra
Pela manhã quando as anota em
Folhas de pautas azuis que
Guarda junto a lingerie.
Pilhas de seda e de
Papéis então dialogam
Cada vez que a gaveta é fechada.

Quem disse mesmo que crendices
Não crescem em árvores e que
Bom dia, muito obrigado e adeus
Não são códigos binários em
Alfa Centauro?

Faço questão de guardar para
A posteridade estes pequenos segredos.
Não conto vantagem e não viajo de avião
Pois como dizem que voar é coisa
De pássaros prefiro confiar em pés
Que não me traiam e nas mãos que
Contam-me viagens por peles macias,
Jardins de ócio, orquídeas...

Aposto nos cavalos que correm soltos
Mas não ligo a mínima para os que
Gostam de arreios e chibatas
E você o que é que me diz?

Nada?
Então façamos de conta que somos
Velhos amigos próximos qual
ferrugem e metal e que dominamos
A linguagem dos assovios.

Ah, e que também sabemos dar nós em
Quedas dágua desde que de altura mediana
E aos domingos acontecemos tsunamis,
Nos dando as mãos enquanto de costas
Nos afastamos do mar.


2004

Liberdade #3

2002
Acrilica, pigmento, carvão e colagem s/ papel.
60x60cm

Liberdade #2

2002
Acrilica, pigmento, carvão e colagem s/ madeira
60x60cm

Liberdade #1


2002
Acrilica,pigmento,carvão e colagem s/ madeira.
60x60cm

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Taiti

É ainda verão no Taiti.

O velho pescador diz;
Haverá na lua um sinal
Na noite do dia seguinte.

Ao chegarmos na tenda
Alguém assovia uma melodia
Que apenas você lembrará
Anos depois.

Na mesa do café
búzios e pequenos torrões de açucar.
Nossa estória não guarda rancores.
Tu me agradas e eu te desejo.

Em instantes
tudo o que sentimos
está contido nas mãos
que se tocam como
o solo e pétalas de chuva
caindo bem de leve.
Abençoando-o.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Céu de cometa.

Céu de cometa, carlos costa, pastel s/ papel, 15x30 cm, 1984.


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Caligrafia

O sol desperta.
Os raios vêm a caminho.
Chegam dardos
rompendo o recato da alcova.

Na intimidade
duas laminas afiadas.
Roucas vozes mouras
imolam o silêncio.

Sobre o alcatifado um coito
afeito a arabescos e vogais abertas.

Não é assim que tu escreves?
Não é esta a tua letra?

Na ampulheta
a areia esgota
sua cota.
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